sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

EU SOU FODA



c. diz:
mas você merece essa descontração depois desses dias estressantes
c. diz:
pra você o céu, princesa

(1 minuto)

guilherme diz:
hum, visse minha cara de encantadinha? (webcam)
c. diz:
vi
c. diz:
foi legal
guilherme diz:
era mentira
guilherme diz:
hahaha, to aprendeeeeendo!
c. diz:
tu me destroi porra
guilherme diz:
aprendiii, muleke!!!!
c. diz:
caralho
guilherme diz:
to igual a vc agora, toda piadista
c. diz:
isso não é humor não porra
c. diz:
crueldade do caralho
guilherme diz:
ooooooow...
guilherme diz:
mas eu fiz carinha de encantadinha, po =)
c. diz:
eu sei
c. diz:
tu é massa, po =)
guilherme diz:
só q era mentira

(1 minuto de novo)

c. diz:
caralho, você fez a mesma piada duas vezes e deu certo nas duas
c. diz:
sou muito otário mesmo
c. diz:
muito
guilherme diz:
HAHAHA
c. diz:
mas relaxa
guilherme diz:
nao, vc nao é otário
guilherme diz:
eu q sou foda ;)
c. diz:
relaxa



obs: guilherme e c. trocaram de nomes.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

o meu contentamento



"Para mim só contam os que são loucos por alguma coisa, loucos por viver, loucos por falar, loucos para serem salvos, os que querem tudo ao mesmo tempo, os que jamais bocejam, que não dizem banalidades, mas ardem, ardem, ardem como um fogo de artifício."
(Jack Kerouac)

sábado, 11 de outubro de 2008

Escolha



Apesar do medo
escolho a ousadia.
Ao conforto das algemas, prefiro
a dura liberdade.
Vôo com meu par de asas tortas,
sem o tédio da comprovação.

Opto pela loucura, com um grão
de realidade:
meu ímpeto explode o ponto,
arqueia a linha, traça contornos
para os romper.

Desculpem, mas devo dizer:
eu quero o delírio

(Por Lya Luft)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

a torta certa de sonho não quer e não sabe parar de sonhar


Eu sou a sujeira do pé torto de medo do certo
do preço incerto do tempo
desespero
do peito do pé esquerdo
de jeito sem jeito
sem fazer nada
pensando feio
a cabeça cheia de graça
a luz apagada
a preguiça do tudo
sempre atrasada
eu sou o erro do que pretende acerto
um gozo inteiro que não podia nascer
de certo veio
pra se esconder
fazendo
arte na rua
passando vergonha
olhando pro céu
Sonhando com a lua
pois eu tenho um sonho
um sonho bobo, torto, insano
que de tanto sonhar eu amo
me entronchei de amor pelo sonho
a torta certa de sonho não quer e não sabe parar de sonhar.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Eu ando chorando pelas ruas




Eu ando chorando pelas ruas
Só sei que ando
Só sei que choro
Só sei que passo

Todos passam
Todos choram

Todos choram,
todos, no fundo, choram.
Eu não passo
Eu não posso


sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Vazio



Costuma-se imaginar uma dicotomia no mundo feminino. As pessoas dizem que há as mulheres que pensam e as que se arrumam. Poder-se-ia pensar que eu estou incluída nas que pensam. Não por eu merecer essa classificação, mas simplesmente porque eu não me arrumo. Mas aí é que tá: será que eu penso? Então, onde me encaixo? A verdade é que eu nem sou mulher. Nem sou gente. Eu nem tou aqui. Quem escreveu isso tudo?!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Um breve pensamento sobre a tristeza

O que há comigo? A tristeza vem e vai. Eu poderia desejar, agora, que ela fosse embora. Mas não adiantaria. No fundo, eu gosto dela, tornei-me sua aliada. Hoje sou feliz ao seu lado, aliás: quem, nesse mundo, é feliz senão triste? Infeliz de quem não sabe ser feliz com a tristeza, de quem não sabe conquistá-la. Pobre daquele que é feliz sem ser triste. Quando digo que sou uma pessoa triste, ninguém acredita. A verdade é que carrego-a dentro de mim, pra cima e pra baixo, pelos cantos, pela vida. Ponho a tristeza numa sacola e saio por aí, pelo mundo.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sobre a consciência e o sexo



Já
dizia minha consciência: “fazer amor só depois do casamento!” Digo ‘minha consciência’ porque não foi minha vó, nem minha mãe que se ocupou dessa tarefa. Fui eu mesma. Eu, não; ela, a minha chefa, minha patroa. Porque é assim que a minha consciência me trata, quer dizer, me maltrata: ela me explora, me subordina, me tortura, outro dia ela chegou a me espancar. Como uma empregadinha de merda em quem ela, como enaltecida chefa, manda e desmanda.

Porém
como qualquer funcionária insatisfeita com a simples hierarquia de uma relação profissional, eu me questiono sobre a razão da minha mente. Quem foi que disse que ela está certa? O pior é que a resposta disso é ela mesma. É sempre assim, a minha consciência pergunta e a minha consciência responde. Estou farta disso. Quero outra “pessoa” para me responder! Talvez uma segunda consciência. Seria bom ter duas dela, elas poderiam entrar numa dialética. O que não pode é eu ter uma companhia que só me dá uma opinião, uma explicação, um argumento. A minha sugestão não importa pra ela, claro, qual é a patroa que escuta a empregada? É a dinâmica ordinária do capitalismo. E a minha mente é extremamente capitalista. Ela me vende suas idéias por um valor altíssimo e consegue permanecer totalmente indiferente à qualidade do produto. É uma relação custo-benefício extremamente injusta. É aí que eu começo a achar que outra consciência faria toda a diferença, afinal, quando a concorrência aumenta, o preço baixa.

Mas
já que só tenho a opção de aceitar uma única opção, sexo deixa o amor uma droga. Então se vai ficar uma droga, que seja depois do casamento, oras! Porque todo mundo diz que casamento é uma droga, então a droga do casamento é o sexo! Não, sexo não é uma droga. Porque se for, meu deus, somos todos viciados. E que vício. Vício esse que nos consome, nos gasta, nos torna um corpo sem alma. O sexo nos leva aos comportamentos mais primitivos de um ser humano. Somos só instinto, carne, desejo. E o grau de prazer que o sexo oferece pode ser tão alto que permite a cessação de muitos outros trabalhos que visam ao prazer, ou seja: com sexo tudo acaba no sexo. Além de tudo isso, o sexo vira um instrumento capaz de causar dependência entre dois seres. Há pessoas, sim, que vivem muito mais de prazer, do que de amor. É um bem-estar perigoso. Imagine se as pessoas começarem a buscar só sexo, em vez do amor?

Portanto
sexo é uma droga, mesmo. Não o façam. Nunca. Nem antes, nem depois do casamento. E os filhos? Ah, não os teremos mais. Convenhamos, filho quando cresce dá muito trabalho, são todos iguais, querem ser donos de si mesmos. E quando ficam adolescentes querem fazer o quê? Sexo.